O medo, a insegurança e outras particularidades

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Sexta – feira passada eu fui assaltada novamente. Foi a terceira vez em três anos.
E mais uma vez, GRAÇAS À DEUS NÃO ACONTECEU NADA PIOR.
E eu realmente agradeço, pq hoje em dia vc nunca sabe o que pode vir depois de um assalto, mas de uma certa forma isso é bem revoltante, parece mais um discurso Polyanna, vamos ver o lado bom das coisas, essa banalização da insegurança, disfarça uma situação completamente descontrolada. A Cidade alcançou um nível, em que sinceramente não creio mais em melhoras, e por favor, não venham me dizer que isso existe em todo lugar, pq não existe. E eu nem estou falando do interior de Santa Catarina, mas qualquer outra cidade grande (exceto São Paulo) está melhor do que aqui. Vitória liderou durante muitos anos o ranking da Capital mais violenta do país, e eu, sinceramente, acho injusto. Primeiro pq eu acho que muitos dos assaltos do Rio não entram nas estatísticas, pq as pessoas não registram queixa, resultado da total descrença na policia. Eu mesmo não ia fazer, é uma grande perda de tempo e na delegacia ainda te olham com descrença, chegaram a me perguntar, “Assalto!? Mas ele estava armado??” Não, muito provavelmente ele não estava armado, mas estava me enforcando com o braço, pq isso não é assalto??

Segundo pq eu acho que o grande problema não está no numero de assaltos, mas sim, na violência do fato, e aí temos uma coleção de assaltos trágicos, lembram do João Helio!? O lance é que agora não basta levar o celular, a mochila e algo mais, tem que rolar um maldadezinha junto, e por isso agradeço de verdade à Deus.

Dessa vez só me levaram o celular, era tudo que eu tinha. Fui assaltada dentro do hospital onde trabalho, enquanto atendia uma ligação no pátio da maternidade. Dá pra acreditar? Vc saí de casa atenta com os caminhos a escolher, fica ligada no ônibus, tem medo de sair a noite, e é assaltada dentro do seu local de trabalho. Pra mim, tá tudo virado do avesso!

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Sobre Leana Sá

Eu sou principalmente vaidosa e é exatamente o que me move aqui neste blog. Em outros momentos sou universitária, dona de casa, figurinista, funcionária pública, e nem sei como consigo conjugar tantos verbos ao mesmo tempo. Carioca de pai e mãe, libriana com ascendente em Escorpião, viciada em esmaltes, apaixonada por maquiagem, exagerada por natureza e endividada por incompetência.

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